domingo, 20 de novembro de 2011

Claraluz e o Poeta - Sete não! Setenta vezes sete!

Ontem, 19 de novembro de 2011 - Dia da Bandeira. -, a minha mãe, Lucy Alves Brandão, comemorou 79 anos. Carismática e otimista, a minha mãe sempre reuniu a família em torno das comemorações de uma data especialmente importante para nós, que é a data do aniversário, marco na história do universo que reside em cada um de nós, e que experimentamos unicamente o maior milagre de todos os infindáveis milagres que operam o milagre da existência: o milagre da vida.

E na estrada de Claraluz e o Poeta, um grande passo foi dado para iniciar a segunda etapa da obra - o trabalho de edição e publicação do livro -, pois, a partir de agora, agregou-se aos trabalhos um empresário, que vai dar dinâmica operacional: Antônio Carlos Nunes.

Antônio Carlos Nunes, Toninho, é marido da minha prima, Maria de Lourdes - filha da minha tia Natalina e irmã de meu pai, Nilson. O escolhi há alguns dias, e aproveitando-me da sua presença na casa da minha mãe, fechamos um acordo decisivo para o começo desta segunda e decisiva etapa, que rumará ao livro propriamente dito, tudo bonitinho e no lugar, com capa e com mais de 400 páginas de papel impresso, disponibilizado nas livrarias e em muitos outros locais de venda e distribuição, para que as pessoas enfim possam adquiri-lo, e assim permitirem-se mergulhar nas emoções de uma estória que veio para somar o quadro das obras literárias que inudam a alma de cada um de nós com graça, magia, encanto e amor.

Toninho, pessoa a quem admiro profundamente, além de ser primo "emprestado", é um homem dotado de rara inteligência, perspicaz, dono de uma visão ampla e ágil, audacioso e de pés no chão ao mesmo tempo, otimista e de bem com a vida. E, o mais importante: amigo e ser humano de alma grande e boa. E agora, em parceria e solidariamente, operando os desafios de um trabalho que começa a desejar ardentemente a ter corpo, um corpo de livro.

Desde o início dessa odisseia, por obra do mais belo arranjo orquestrado pela sincronicidade universal, me cerquei de grandes amigos, pessoas de alma grande como Toninho, Maria de Lourdes, e seus filhos Ana Paula e Alexandre, meu afilhado de batismo.
Sara Soares,
Alice Okawara,
Geraldo Ganzarolli,
Margareth Pinheiro,
Lincoln Grigório Pinto,
Carlos Aparecido Soares (Mini),
Patrícia Chammas
Cristiane Vilela Jordão,
a minha sobrinha e afilhada Stefaniny Ratto Brandão,
e a empresa 4eUm Digital Marketing (www.4eum.com.br) -
Pedro,
Vanessa,
Luana e
Izabela,
são as pessoas que, neste movimento gravitacional em torno de Claraluz e o Poeta, incoporaram-se à obra, que está caminhando para o seu estar pronta, pronta e acabada. Muitas pessoas, amigas, ainda integrarão esse sonho sonhado que passeia nos trilhos da realidade, pois esse é um sonho que não está sendo sonhado só. Sonhado por muitos, muitos e muitos, nessa emocionante altura do campeonato.

Uma das citações mais impactantes que Toninho proferiu à mim, nessa noite mais que agradável, foi quando eu contei que estava em curso projetos de sete livros escritos por mim (alguns em parceria autoral). Decididamente, ele olhou para mim, retrucando:
- Sete não, setenta vezes sete!

E é assim que caminhamos pela vida, com as bençãos da minha mãe, e com os abraços dos filhos, Tarcísio e eu, a esta ilustríssima aniversariante.

(Curiosidade: Toninho é sabarense como cidadão. Nasceu em João Monlevade, mas viveu a sua vida familiar em Sabará desde novo, com raízes fincadas e irremovíveis nas terras que respiram o mesmo ar que Borba Gato respirou. Depois viveu com a família em Porto de Trombetas, no Pará, e por fim, mora com a família em BH. Sabará é a terra de Mandel - o poeta de Claraluz e o Poeta, e Belo Horizonte é onde moram Esther, Magda, José, Maria e outros personagens do romance.)

Grandes Abraços...!
Mauro Brandão

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Capítulo VII - Descobrindo o livre-arbítrio

O livre-arbítrio é a característica mais contundente do ser humano. Em algum momento antropológico, quando esta espécie singular entre os seres viventes deste planeta descobriu que podia optar entre várias ações, começou-se a construir a História. Todos os fatos, conhecidos ou não, são decorrentes do livre-arbítrio, narrados em verso e prosa; pelo poeta português, Luís Vaz de Camões, na epopeia Os Lusíadas, que narra os atos heróicos dos portugueses em aventuras pelo misterioso mar, dobrando o Cabo da Boa Esperança e descobrindo um novo caminho para as Índias, pelo poeta épico grego Homero, em seu poema Odisseia, que narra a volta de Ulisses, herói da Guerra de Troia, à sua terra natal, Ítaca, depois de 10 anos; ou mesmo nas narrativas religiosas, onde, no Genesis bíblico, Adão, ao provar o fruto da árvore proibida, adquiriu a consciência da existência do Bem e do Mal, e a partir disso, a ciência da escolha, da livre opção por trilhar pelos caminhos possíveis.

A descoberta do livre-arbítrio foi sedimentada definitivamente na alma de Claraluz, quando ela decide romper com as imposições aristocráticas de sua família, encarnadas principalmente por sua mãe, Gertrudes, uma socialite do Leblon, no Rio de Janeiro, e por fim ao seu noivado com o médico endocrinologista Paulo Barretto de Lucena, conhecido por Barretto, filho de um poderoso empresário da indústria naval, o barão Humberto de Lucena, moradores da Urca. Claraluz percebeu que só poderia viver o seu sonho pessoal, singular e único se caminhasse com suas próprias pernas, e guiadas pela sua consciência emocional e afetiva.

As escolhas, qualquer que sejam, produzem resultados. E qualquer escolha exige algum tipo de renúncia, resultante da limitação temporal e espacial do indivíduo. A opção de escolher o caminho dos sonhos convergem a um mesmo resultado, seja para os heróis portugueses de Camões, seja para Ulisses e os gregos de Homero, seja para Claraluz, uma médica que amava a poesia, a música, as artes em geral e o amor, ou seja para cada um de nós, que enxerga o seu sonho e aposta todas as fichas nele, renunciando a qualquer caminho que não seja ao dos nossos sonhos.

Mas uma escolha individual sempre incidirá num raio que extrapola, em muito, as fronteiras singulares do indivíduo. Uma espécie de "efeito-borboleta" ocorre a partir da ação de qualquer um de nós, resultante do nosso livre-arbítrio. O livro "Claraluz e o Poeta", em suas inevitáveis entrelinhas, propõe também a uma reflexão aos nossos sonhos e ao livre-arbítrio. Se descobrirmos que a vida passa a ter sentido quando buscamos vivenciar nossos sonhos, passaremos a entender o livre-arbítrio como uma ferramenta de libertação do nosso eu, da nossa psique.

OBS: Leia o texto abaixo, que contém um trecho do Capítulo VII. Clique no ícone com 4 setas, no canto inferior direito do texto, para ler em tela cheia.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Comemorando Setembro

Vou me permitir, com a licença de Izabela Carvalho, Luana Borges, Vanessa Lima, Juliana Álvares e Pedro Melo, integrantes da nave 4eUm Digital Marketing (www.4eum.com.br), empresa que gerencia a divulgação digital de Claraluz e o Poeta, mudar um pouco a sequência de postagens. O acordo entre nós foi de postar um trecho de um capítulo, sequencialmente, a cada semana. Mas dois motivos fizeram que eu alterasse o rumo desta rotina que estabelecemos.

O primeiro, é que ficou importante publicar os textos depois da revisão gramatical e ortográfica, que está sendo realizada pelo revisor Geraldo Ganzarolli, que neste momento está debruçando e peneirando as palavras, frases, estrofes e pontuações, a fim de deixar Claraluz e o Poeta perfeito para a leitura sadia, sem atropelos gramaticais, mas sem deixar fluir nos textos a liberdade das variações literárias em torno da rigidez das regras ortográficas. E o segundo, como prometi, é finalizar Claraluz e o Poeta neste setembro de tantas esperanças, expectativas e sonhos.

E por isso, decidi postar algo diferente do rotineiro. Para comemorar este setembro tão especial, resolvi selecionar o trecho que motivou a publicação de Claraluz e o Poeta, antes mesmo de estar pronto, e que, graças a este texto, este romance provocou paixões em muitas pessoas, de variados lugares e de naturezas diferenciadas, e indo até além das fronteiras brasileiras, indo parar nos Estados Unidos, Portugal, Itália, Alemanha, Suíça, Argentina e Uruguai, por enquanto.

Este trecho abaixo foi publicado em novembro do ano passado, no mural de uma amiga (cujo nome não revelarei, por razões da privacidade dela), no Facebook, e foi publicado porque, ela sendo minha amiga antes de nos tornarmos amigos facebookianos (ou como diria minha amiga Sara Soares de Oliveira - crítica literária da obra, feicebuquianos), fazia-me conhecer particularidades da sua vida. Depois de ver o seu álbum de fotos, tomado pela emoção daquelas imagens, achei que, em nome do amor que a ele ela dedicou-se, assumiu e enfrentou adversidades, o trecho do livro cair-lhe-ia como luvas. Publiquei, e quando várias pessoas - entre elas a minha querida amiga Alice Okawara, ilustradora de Claraluz e o Poeta - descobriram o texto, descobriram também, por trás dele, um belo romance, que incendiariam almas com a energia do mais belo amor romântico.

E este texto é parte das conversas que Claraluz e Mandel tiveram, quando se conheceram pela internet, através do Messenger. Os nomes vem na frente, reproduzindo uma janela destas dezenas de Messengers que tem na rede, como o msn. E assim, depois de Claraluz ter questionado Mandel sobre o seu suposto ateísmo, ele a devolve com uma maravilhosa expressão poética, saída dos seus mais longiquos rincões da sua paixão por Claraluz. Naquele momento, o amor explode.

Mauro Brandão

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Capítulo VI - O amor romântico rompe as barreiras da distância

Todos nós estamos nos acostumando com a ideia de conhecer pessoas moradoras de outras cidades, de outros estados, e mesmo de outros países, pela internet. O que era novidade, ou excêntrico, agora configura-se como normal. Quantos amigos, amigos daqueles que podemos bater no peito e dizer: - este (ou esta) é meu amigo(a), são frutos destes novos relacionamentos surgidos com o advento da internet? Quantas pessoas conhecemos (às vezes, algum de vocês que leem este texto viveu ou vive algo parecido) que namoram, namoraram ou mesmo se casaram (ou moram juntas, o que dá no mesmo), e que se conheceram numa sala de bate papo, numa rede social, ou através de um grupo virtual? Agências de namoro pipocam por todos os lados nas páginas do mundo internauta. Os relacionamentos ampliaram, mudaram de cara, mudaram de paradigmas, e a distância física entre duas pessoas deixou de ser barreira, deixou de ser empecilho para a formação de uma nova amizade, para o resgate de velhas amizades que se separaram geograficamente, ou mesmo para o encontro e a busca de novos amores. Os corações apaixonados disparam com a presença daquela pessoa, que aparece do outro lado da tela, como se estivessem a menos de meio metro de distância. O mundo mudou com a internet, e, com ele, mudaram as formas e possibilidades do amor romântico.


E em Claraluz e o Poeta, a estória de Claraluz e Mandel é um caso que se mistura a estes milhões de casos de pessoas que se encontraram pela internet e se apaixonaram. Namoram da mesma forma que os antigos casais de namorados namoravam. Os antigos namorados, sentados no sofá da casa da moça, trocavam informações sobre eles, a fim de se conhecerem melhor. Mostravam suas fotografias, seus discos, falavam dos seus gostos, das suas preferências religiosas, dos seus princípios filosóficos, dos seus costumes e hábitos. Na internet, os namorados de hoje fazem a mesma coisa (até dão uma escapulida e realizam seus desejos sexuais também). A diferença é que a poltrona é eletrônica, tecida pelas ondas eletromagnéticas que os permitem estarem juntos, coladinhos. Falta sentir o cheiro? Falta o sabor dos beijos? Falta o afago com as mãos? Falta o ardor da realização sexual? Claro que falta tudo isso, mas isso também se resolve, numa viagem de carro, de ônibus ou de avião. O que importa é que pessoas afins se identificam virtualmente, nesta mega quermesse, neste giga baile, que é a internet.
 
 
O capítulo VI de Claraluz e o Poeta é uma amostra deste namoro virtual, onde Claraluz e Mandel, sentados, grudadinhos no sofá das telecomunicações, trocavam estas mesmas informações, como faziam os namorados de outrora. Por isso, para brindar os namorados do século 21, ofereço uma amostra do namoro de Claraluz e Mandel que, pelo Messenger, trocavam suas informações envoltos em um denso e perfumado ar poético.
  
Mauro Brandão

(não se esqueça, para ler os trechos do livro, no quadro abaixo, em tela cheia, basta clicar no ícone que tem quatro setinhas - abaixo do texto, à direita)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Capítulo V - O Contemporâneo Mundo das Drogas

A sociedade moderna convive com uma nova cultura. A cultura do consumo das drogas. Muitas são as substâncias que alteram o estado psíquico das pessoas, e muitas são as que estão disponíveis, ofertadas abundantemente no mercado. Todas elas, para provocar alterações psíquicas, possuem um princípio ativo, uma combinação de elementos químicos, e estes elementos químicos, em sua maioria, provocam dependência orgânica, além de outros efeitos colaterais. Uma pergunta está intrigando a mente das pessoas. Por que, mesmo sabendo dos efeitos, orgânicos e sociais, nocivos das drogas, existe uma multidão de consumidores destas? Não é propósito, até porque seria por demais presunçoso responder a esta pergunta, batendo o martelo. Mas algumas luzes poderão ser lançadas neste debate.

As drogas fazem parte de um grande universo, que é o mercado. Lugar máximo das interações econômicas do paradigma social predominante: o capitalismo. E neste mercado, onde os agentes produtores de bens de consumo procuram maximizar o valor do bem ofertado, criou-se fetiches da mercadoria, onde todas elas adquirem superpoderes, prometendo a tão sonhada felicidade para quem a adquirir. "Compre coca-cola e serás feliz". "Compre tênis Nike e você adquirirá superpoderes". A sociedade utilitarista criou monstros psíquico-sociais perniciosos: a ilusão da felicidade nas mercadorias, o hedonismo, a pressa e a ansiedade.

E a abordagem do mundo das drogas está presente em Claraluz e o Poeta, através de, inicialmente, do personagem José, usuário de crack, que a despeito do tratamento com a psicóloga Esther e de tratamentos com remédios psiquiátricos, resiste, e se mantém consumidor desta substância. Por que é tão difícil o tratamento? Porque o mundo favorece ao consumo de drogas. As drogas são subprodutos desta mesma sociedade ilusória. São vendidas prometendo o hedonismo, a busca do prazer fácil e imediato, da mesma forma que são ofertados os produtos estampados nos outdoors, nas propagandas da TV ou no anúncio do carro de som.

Qualquer olhar moralista sobre as drogas é tão ilusório e inútil quanto à promessa que são feitas sobre os produtos lançados ao mercado. Buscam-se solução para eliminar o consumo de drogas em massa. Já gastaram bilhões de reais, dólares, libras e outras moedas. Todos estes papéis-moeda foram incinerados no forno do desperdício, torrados inutilmente, pois a sociedade continua produzindo bilhões de toneladas de lixo em nome de uma felicidade que jamais será alcançada desta forma. As drogas somente são mais um lixo, dentre muitos lixos produzidos por esta sociedade. Uma mudança na cultura do consumo de drogas só virá com uma mudança de todos os paradigmas sociais vigentes.

Mauro Brandão

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Capítulo IV - As percepções da alma feminina

Na noite anterior da estória, Mandel conhecera Claraluz numa sala de bate papo pela internet. Da sala de bate papo, deslocaram-se para o Messenger, e a intensidade romântica e poética daquela conversa fora tão arrebatadora, e o entrosamento tão instantâneo, que uma forte e irresistível paixão brotou no coração do poeta-sociólogo mineiro, morador da histórica cidade de Sabará, e no coração da pediatra carioca, moradora do elegante e clássico Leblon. Entretanto, eles carregavam histórias pessoais construídas antes de se conhecerem. Enquanto Claraluz era noiva de um também médico endocrinologista, Paulo Barretto, Mandel, além de ser namorado da psicóloga Esther, mantinha uma relação semi-clandestina e informal com Janaína, uma mulher de pele morena, de 20 anos de idade, esculturalmente bela, carismática e dotada de uma aguçada inteligência intelectual e emocional.

E naquela manhã de sábado, Janaina fora a casa de Mandel, e lá tiveram mais um encontro. Janaina não se conflitava com Esther, mesmo que ela não soubesse desta condição de amante. Naquele dia, porém, a sua intuição batera-lhe a porta entregando-lhe um forte sinal amarelo. A revelação desta intuição naquele ambiente feromônico abriu a caixa de surpresas que emergiu da alma de Mandel: a sua novíssima e inevitável paixão por Claraluz. Janaina, após o alerta ensurdecedor da sua intuição e da consequente conclusão de Mandel, sentira sua relação mortalmente golpeada.

A intuição revelada das profundezas psíquicas de Janaina realçou uma das grandes forças presentes na alma feminina. A intuição. A percepção do perigo que ronda sua oca, característica prensada e fincada antropologicamente desde o momento humano que estabeleceu a agricultura como forma de produção econômica, tornando o ser o humano sedentário, e sedimentando históricos e distintos papéis sociais da mulher e do homem na organização social, que se reproduziram no fio da história, até quase os dias de hoje.

Até quase, porque uma dos aspectos da revolução humana em curso é o desaparecimento dos papéis clássicos do homem e da mulher nos diversos arranjos sociais, desde a família até grandes sociedades multinacionais. Mas os aspectos mais profundos que marcam a alma feminina e a alma masculina permanecem intactos. A intuição é um peixe-correio, que traz mensagens criptografadas do fundo deste mar da psique humana até a  sua tona, donde são resgatadas e recolhidas pela consciência, a pele da alma feminina.

E a mensagem resgatada pela consciência de Janaina era implacável: a sua relação estava mortalmente golpeada. O sinal de alerta, sinal de vida da sua alma feminina acendeu ofuscando-a. Como diria minha querida Alice Okawara, inspiradíssima artista plástica, ilustradora de Claraluz e o Poeta, durante um encontro que prazerosamente tivemos há algumas horas (geograficamente, melhor explicando, porque virtualmente encontramo-nos todos os dias): o karma é a nossa história individual, uma história que já nos vem escrita. A história que apareceu diante dos olhos de Janaina não era a história dos seus sonhos. Era a história que, karmaticamente, estava reservada a ela.

Mauro Brandão



quinta-feira, 21 de julho de 2011

Capítulo III

As relações a distância são cada vez mais comuns, dominam cada vez mais os hábitos entre as pessoas, e estão cada vez mais misturando-se ao caldo da cultura mundial. As barreiras geográficas estão sendo quebradas, e por isso podemos acreditar que uma nova era humana está se instalando, permeando com a velha Era que chamamos de Idade Contemporânea, mas que deixará de ser contemporânea, pela acepção da palavra.

Claraluz e o Poeta é um romance que  mira nos comportamentos desta nova cultura, desta nova ordem mundial. A paixão de Claraluz por Mandel, e vice versa, é um dos casos típicos de demonstração desta cultura recém-instalada. A despeito de todos os riscos que podem acarretar um relacionamento virtual, as pessoas estão descobrindo que está mais fácil descobrir seus pares pela internet, pois através da rede mundial, as pessoas se aproximam por afinidade, e a escolha é mais fácil, ou seja, as pessoas só se aproximam se houver afinidades.

E a afinidade entre Claraluz e Mandel é percebida quase que instantaneamente. A poesia, tão escassa na vida de Claraluz, lhe é revelada por Mandel de forma arrebatadora. Claraluz percebe que sua "alma gêmea" se revelara, e seu entusiasmo era tão grande, que ela se rendeu sem resistências. O fogo da paixão acendera em Claraluz, e ela revela, com todo o fogo que a paixão proporciona, à sua amiga Regina, conselheira e braço direito, que estava apaixonada. Em menos de duas horas depois de ter conhecido Mandel, Claraluz se apaixonara. E neste capítulo III, uma demonstração desta paixão, nas palavras de Claraluz em conversa com sua amiga Regina.

Mauro Brandão.